Sala dos Professores
Como a luz muda a cor: aula de física em Manaus
No dia 22 de setembro de 2026, nossos alunos do 9º ano do Fundamental 2, das turmas do matutino e do vespertino, participaram de uma aula de física em Manaus que uniu ciência e arte: uma pintura criativa feita sob luz azul. A proposta, conduzida pelo professor Ícaro Ruan Peixoto Rodrigues, levou os estudantes a repensar uma pergunta que parece simples: de onde vem a cor das coisas?
O que os alunos pensavam sobre luz e cor
Antes do experimento, foram conduzidas perguntas para descobrir o que os estudantes já sabiam sobre a luz e a natureza das cores. A conversa mostrou que eles entendiam a cor como uma propriedade fixa do objeto. Para eles, a cor só muda por processos físicos diretos, como pintar por cima ou raspar a superfície. Não havia ligação entre a cor que percebemos e a luz que ilumina o objeto.
Esse diagnóstico é um passo importante do nosso trabalho. Antes de apresentar um conceito novo, queremos saber o que o aluno já pensa, para que a nova ideia tenha onde se apoiar.
Como foi a atividade
Para a prática, cobrimos todas as entradas de luz externa da sala. Assim, a única luz presente era a luz azul do datashow, que substituiu a luz branca do dia a dia. Com a sala nesse novo cenário, os alunos receberam a tarefa de pintar um desenho com canetinhas coloridas.

O objetivo era que eles interagissem com as cores sob a luz azul e observassem, na prática, como elas se comportam. As primeiras reações foram de surpresa e entusiasmo, com risos e manifestações de empolgação, sinal de que a turma se conectou com a atividade.
O momento mais marcante veio quando acendemos novamente a luz branca. Os próprios alunos expressaram surpresa ao ver as cores mudarem com a troca da iluminação. Naquele instante, a cor deixou de ser vista como algo fixo e passou a ser entendida como algo ligado à luz que ilumina o objeto. O novo conceito encontrou espaço no que o aluno já sabia.
O que os alunos aprenderam
Para verificar se a aprendizagem foi além da memorização, propusemos uma pergunta nova: “Se, em vez de luz azul, tivéssemos utilizado uma luz vermelha na sala, o que aconteceria com a canetinha verde? E com a canetinha vermelha?”
A maioria dos estudantes respondeu corretamente: a canetinha verde ficaria preta, e a vermelha continuaria vermelha. Isso mostra que eles não apenas decoraram o resultado obtido com a luz azul. Eles aplicaram o conceito em uma situação diferente, o que chamamos de transferência de conhecimento. É um sinal de aprendizagem significativa, aquela em que o aluno compreende o conceito e consegue aplicar o que aprendeu em novos contextos.
Pelas falas dos alunos no debate e na avaliação, concluímos que a aula atingiu seu objetivo: mostrar que a cor que vemos está ligada à luz e à percepção de quem observa, e não é uma característica imutável do objeto. Os estudantes compreenderam como a luz interage com a matéria.
Como essa aula se conecta à proposta do CBN
A atividade do 9º ano mostra, na prática, como o Colégio Brígido Nogueira entende o aprendizado. Em vez de apenas apresentar uma explicação pronta, a aula partiu do que os alunos já pensavam, criou uma experiência diferente e verificou se o conceito podia ser aplicado em outra situação.
Esse caminho dialoga com o Método CBN, que tem como pilares a Educação Exponencial, a Tecnologia Avançada e o Empreendedorismo. Nesta aula, até o datashow da sala virou ferramenta de investigação científica, ao trocar a luz branca pela luz azul.
A partir de 2027, o CBN+ trará um modelo pedagógico com cinco inteligências: Educacional, Emocional, Financeira, Empreendedora e Artificial. A curiosidade, o debate e a aplicação do conhecimento vistos nesta aula combinam com essa visão de formação completa.
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Se a sua família quer ver de perto como a ciência é trabalhada em sala de aula, conheça também o Ensino Fundamental 2 (6º ao 9º ano) do CBN, escola no bairro Redenção, em Manaus, com mais de 40 anos de história.